Astrologia
A Astrologia é um saber muito antigo, presente nas mais variadas culturas e em diferentes épocas, cuja origem é desconhecida. A astrologia ocidental, entretanto, a utilizada até os dias de hoje, teve seu princípio a mais de 3000 anos atrás com o povo Caldeu. Ela existiu em outras culturas, e talvez em épocas até mais remotas, mas a astrologia com o formato embrionário daquilo que ela é hoje em dia no ocidente é a original da Babilônia.
Esta ‘ciência', ou ‘arte', surge da necessidade do homem de medir e controlar o tempo. Astronomia e astrologia antigamente eram estudos entrelaçados. Jamais foi objeto de estudo da astrologia "a busca por se compreender influências dos astros sobre os homens", a astrologia na verdade surge da necessidade do homem de compreender, qualificar e prever o TEMPO. Os astros não passam de instrumentos para a medição do tempo.
Em suas primeiras manifestações, a astrologia surge na Babilônia em uma roupagem não muito diferente da que a gente encontra hoje em dia nos horóscopos de jornal, sem o teor de pseudo personalização pretendido pelos atuais horóscopos. Percebia-se que determinadas posições dos planetas na esfera celeste era propícia para determinadas atividades e eram proferidos presságios, jamais de cunho pessoal e sempre de teor prático e utilitário.
Os astrólogos babilônicos eram figuras importantes e eram sempre chamados quando se pretendia realizar algo de importante no reino - eles analisavam as condições celestes apresentadas pela posição dos astros e faziam seu julgamento.
Por sua vez os gregos absorveram essa astrologia nascente na Babilônia e a aperfeiçoaram. Os primeiros tratados referentes a uma técnica astrológica provêm de autores greco-romanos, tais como Ptolomeu, Vettius Valens, Firmicu Maternus e Manilius.
Nessa altura a astrologia já possuía uma definição em torno dos significados dos 7 planetas visíveis, que adquiriram nomes do panteão grego a princípio (o sol era chamado Apolo, a lua era chamada de Diana, deuses gregos correspondentes a estes astros) e posteriormente os nomes romanos que são os utilizados até os dias de hoje. Na época da cultura helenística o conceito de signos e a percepção do movimento de precessão dos equinócios já eram plenamente compreendidos, assim como surge de forma definida o aspecto terrestre do mapa astrológico com a introdução das chamadas "casas".
Quanto à precessão dos equinócios, trata-se do movimento do sol em torno de um eixo ao longo de 26.000 anos que faz com que sua posição celeste nas constelações no dia do equinócio de primavera varie um pouco a cada ano, de forma que na época dos gregos, havia a coincidência (percebida por Hiparco) de que o grau zero de Áries coincidia com a constelação de Áries. A questão fundamental nisso é: os signos não são firmados sobre as constelações, mas sim sobre os pontos equinociais (ao menos no sistema de coordenadas utilizado pela astrologia ocidental, que é o sistema Tropical). Atualmente o equinócio de primavera no hemisfério norte incide sobre a constelação de Peixes, mas o grau zero de Áries continua a marcar o inicio da primavera.
Com o fim do império romano e início da Idade Média a astrologia era vista com maus olhos pela igreja católica e não se desenvolveu de forma profícua na Europa. Mas a cultura Árabe que prosperava neste período continuou a estudar e desenvolver o saber dos astros, absorvido da cultura greco-romana e neste caso aprimorado com a introdução de novos elementos, tais como as chamadas partes ou lotes.
No período da alta idade média a astrologia retorna com intensidade na Europa, ganhando força durante o período do chamado renascimento cultural (séculos XV, XVI e XVII) com astrólogos como Cardano, Bonatus, William Ramsey, Lilly e Galdbury. É grande o número de sábios deste período que estudavam a astrologia: São Tomás de Aquino, Da Vinci, Galileu, Paracelso, Newton, Nostradamus, só pra citar alguns.
Entretanto ela entra novamente em decadência com maior intensidade a partir do século XVIII, com o advento do iluminismo e a introdução do cientificismo no pensamento corrente. Neste momento a astrologia, que era lecionada nas universidades é sumariamente rechaçada e some relegada a alcunha de mera superstição permanecendo esquecida até meados do século XIX ao menos no que tange o seu aspecto mais sério: a astrologia existente na Europa ao longo do século XVIII e início do século XIX é uma caricatura de astrologia.
O retorno da astrologia ocorre concomitante com o surgimento da psicologia e das correntes teosóficas e kardecistas. Helena Bavatsky e Alan Leo são os nomes responsáveis por este retorno da astrologia, mas agora sob uma nova roupagem, mais "espiritualizada" e voltada para aspectos menos preditivos e mais psicológicos.
O retorno da astrologia pode ser efetivamente declarado a partir de meados do século passado, agora sob uma visão mais essencialmente psicológica, impulsionada talvez por alguns estudos feitos pelo psicanalista Carl Gustav Jung que envolveram a astrologia dentre outras das ditas ciências ocultas. Mas a astrologia moderna, a atual astrologia está longe de ser o que foi no período medieval.
Sua abordagem é essencialmente subjetiva e psicológica, voltada pra o "autoconhecimento" e de acordo com alguns autores para a "transcendência do Eu". Principalmente nos Estados Unidos, o que se vê é uma intensa produção astrológica totalmente desvinculada com qualquer tradição e que mistura desde Física Quântica até as mais variadas formas de psicoterapias, passando por espiritismo, cabala e tudo mais que a imaginação contemporânea é capaz de conceber.
Mas a partir dos anos 2000 começa a surgir, ainda que de forma tímida, um movimento que busca a restauração do saber astrológico original perdido, com a tradução dos autores clássicos do período renascentista, árabe e helenístico. É o resgate da abordagem mais preditiva e mundana da astrologia, como a Astrologia Eletiva e a versão oracular da astrologia, a Astrologia Horária.
É importante ficar claro que a astrologia não se resume apenas a análise da personalidade como se imagina costumeiramente nos dias de hoje. Existe uma abordagem mais preditiva e inclusive oracular que faz parte da essência original da astrologia - busca de qualidades de tempo e não a busca de qualidades comportamentais de pessoas, mas ambas as coisas são astrologia.
Então o que uma pessoa pode conseguir através de uma consulta astrológica passa também pelo autoconhecimento (análise do mapa natal com astrologia psicológica), mas pode abranger um melhor entendimento do passado, presente e perspectivas para o futuro (previsões), pode verificar o grau de compatibilidade que ela tem com outra pessoa baseada na análise conjunta dos dois mapas (sinastria), pode verificar junto ao astrólogo qual seria a data ideal para se fazer determinada coisa (eletiva) e pode fazer perguntas de caráter objetivo (horária) como se consultasse um oráculo tal qual se faz com o tarô.
As Características dos Signos
O Carneiro é considerado um pioneiro impaciente devido ao seu elemento fogo. Deste modo é muito impulsivo, tem muita energia e um temperamento explosivo. Pode ser considerado egoísta, impaciente e por vezes agressivo.
O Touro não gosta muito de mudanças, gosta de coisas bonitas e confortáveis e tem tendência para conter os seus sentimentos. É muito paciente, lento e teimoso devido ao seu elemento terra, e tem gosto por ambientes tranquilos e suaves. As debilidades são a tendência para o rancor e teimosia. Gostam muito de viagens, são um pouco lentos e carinhosos.
Os Gémeos são dados á reflexão, á comunicação e ao sentido de humor. Tem uma mente activa, muda de opinião rapidamente e exageram na flexibilidade. São muito curiosos e voláteis e gostam de desportos. Têm tendência para a dualidade de pensamentos e atitudes.
O Caranguejo gosta da família, de estar no conforto da sua casa, são sensíveis e muito receptivos. Têm um gosto especial pela água por isso adora estar perto do mar ou inclusive dentro de uma banheira. Também são muito apegados ao passado e a velhos objectos.
O Leão apresenta a generosidade do rei sol. É espontâneo, generoso, entusiasta, honesto e deseja ser o centro das atenções. Pode ser lidere e gosta da aceitação dos outros. Os seus traços fortes são a coragem, a autoconfiança e generosidade. Pode ser frágil na saúde devido à sua tendência para excessos.
Virgem é perfeccionista, meticuloso e cumpridor, gosta de fazer tarefas em casa, é arrumado e tem excelente memória. Gosta de segurança, carinho e aceitação.
Balança é diplomata e inteligente, luta pela justiça e é intelectual. Adoram festas e amigos, são sensíveis e determinados.
Escorpião é leal e determinado, céptico e lutador. Pode ser vingativo e rancoroso.
Sagitário é aventureiro, entusiasta, impulsivo e independente. Gosta de lugares desconhecidos e de fazer amigos.
Capricórnio é pessimista e persistente, auto disciplinado e decidido. Aspira a posições importantes e preocupa-se antecipadamente.
Aquário é pacifista e libertário, intelectual, independente e lógico. Não gosta de mostrar as emoções por isso se isolam.
Peixe é sonhador, altruísta, sensível, intuitivo. Tem tendência a evadir-se num mundo de fantasia e possui capacidades artísticas e criativas.

