Mandala

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Mandala é uma palavra sânscrita que significa Círculo e nos remete a essência, ao centro da experiência.

 Atualmente, na pesquisa de aprendizagem acelerada, a mandala é vista como um mapa neuronal, uma forma para acelerar processos de transformação e de alterar padrões mentais através do estímulo visual de cores e símbolos.

 Cada observador(a) pode se beneficiar da mandala, independente de entender a vastidão simbólica de sua imagem, seja pela beleza que apresenta, seja pela pacífica tranqüilidade que transmite.

 Não é preciso compreendê-la, portanto, para se beneficiar com seus efeitos, basta apreciá-la, pois a luz que incide sobre suas cores e formas se transformará em um padrão vibracional que será lido pela retina e transmitido ao cérebro, para o qual a linguagem simbólica da mandala é perfeitamente cabível, pois esta é a própria linguagem cerebral.

 As tradições nos ensinam que uma mandala equivale a mil livros. Este conjunto vasto de informações simbólicas contido numa única mandala passa a alterar os padrões de informação presentes na atividade cerebral e afetará o mapa pelo qual o cérebro organiza a realidade, afetando e libertando os padrões congelados de aprendizados antigos.

 Assim, apenas ao apreciarmos uma mandala estamos aprendendo novas formas de pensar e sentir o mundo e nos liberando do aprisionamento causado por padrões há muito tempo estagnados. É uma forma de dar uma mexida interna e proporcionar um espaço para novas aprendizagens.

 A mandala também nos ensina uma lição valiosa, pois não é possível ver o centro se estivermos muito perto. Precisamos de distância, de ampliar o espaço do olhar, para ver melhor o centro da mandala. Assim também é com a vida. Precisamos nos afastar de nossas certezas, parar de olhar tão de perto a existência, ampliando o olhar, para ser capaz de enxergar a essência, o centro organizador da vida.

 É neste ponto central que está a disciplina, o DeSiPleno, contudo só o alcançaremos se nos permitirmos nos afastar de nossa versão atual e olhar tudo com amplitude, no ainda mais vasto território da existência.  A mandala é um convite para, ganhando distância, se atingir o centro.

 Podemos nos forçar a mudar algo, mas não é a insistência que produzirá a mudança, é a consistência que esta mudança ganha dentro de nós. É preciso aprender através de todos os quadrantes holísticos:

 

  • No nível físico da realidade – o que estou fazendo?
  • No nível mental da realidade – o que estou pensando?
  • No nível emocional da realidade – o que estou sentindo?
  • No nível espiritual da realidade – em que acredito?

 

 

Este é o caminho que percorremos numa mandala e o desejo mais profundo é que sejamos capazes de nos deixar transformar pela própria caminhada.

 

Boa jornada!

 

Mandalas da Série Israel:

 

                               

 

Dulce Magalhães